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Para sobreviver, a indústria do setor de terminais móveis busca o método ou produto que fará seu sucesso de amanhã. E eis que se desenha uma aplicação farol, surgida da crise econômica e da consolidação, que exigirá um terminal dedicado inteiramente novo! Um terminal para a leitura de jornais e de revistas eletrônicas - o e-book. Mas se a trufa do mercado de amanhã foi detectada, falta fixar os fatores e parâmetros de seu sucesso.
Na origem dos infortúnios, a imprensa A imprensa registrou uma baixa de 30% em suas receitas publicitárias ao longo do primeiro semestre de 2009 e se auto-analisa. Após a redução dos investimentos e da caça ao desperdício, é preciso visar o quê? A transmissão de informações de mídia na internet associada a um pedágio parece ser uma boa resposta. O leitor eletrônico se põe aí mais perto da atualidade e as taxas de impressão e distribuição serão reduzidas. Mas será também o fim dos sistemas totalmente gratuitos na internet! Falta ainda organizar esta mutação da imprensa e, no período intermediário previsível, será preciso ainda assegurar a gestão dos dois sistemas. Por causa da crise econômica, de modo geral, a publicidade se faz mais rara (menos 18% ao longo do primeiro semestre para o conjunto das mídias francesas, imprensa, TV e internet), o que põe em desequilíbrio o modelo econômico da internet e das redes. É preciso com urgência recorrer aos últimos desenvolvimentos tecnológicos que, muito felizmente, economizam energia e reduzem as taxas de exploração. Para salvar a imprensa de ontem, criemos os leitores de amanhã! Esta mutação dos meios de edição pode trazer uma evolução apreciável. Os títulos com acesso livre sobre a internet permitirão seduzir o leitor que deverá pagar para saber mais. A fidelização e a personalização serão asseguradas pela assinatura. Os grandes caracteres são possíveis para quem enxerga mal. E os anunciantes encontrarão mais facilmente seus clientes graças à internet, que permite a seleção das relações de proximidade. Sobre este ângulo, a diversificação e a competição se acentuam entre os organismos de imprensa nacionais e locais, em particular no que concerne à redação, apresentação e conteúdo. Evoca-se a oportunidade de criação de agências de imprensa centralizadas que forneçam estudos bastante documentados sobre toda a gama de temas ou, ainda, a regionalização de grandes títulos nacionais etc. No recente Fórum Mundial de IPTV, realizado em Nova Iorque, vários destes aspectos foram evocados, entre eles, a bem conhecida "abertura do acesso reservado em jardins bens fechados". A Verizon reivindica o acesso reservado a conteúdo em vídeo (vídeo sob demanda ou VoD) e às aplicações sobre o Facebook e o Twitter. A radiodifusão de extratos televisuais recentes parece constituir apelo interessante em direção aos jovens, No entanto, a navegação não é fácil, já que as definições das telas são diferentes. Deve-se aceitar o uso de uma tecla tátil? A realização do iPhone cegou a imaginação dos especialistas. Enquanto isso, os industriais se debruçam mais e mais sobre um pequeno computador portátil a meio caminho entre o smartphone e o computador portátil (o 'tablet'). Com salienta a firma de pesquisa e consultoria britânica Ovum, os esportes americanos demandam uma grande largura de campo de visão para assegurar uma boa restituição visual, o que é compatível com a leitura de textos, a radiodifusão televisual e os jogos on-line. É preciso visar a realização de terminais adaptados à leitura: os e-books. Os investidores querem a colocação na tela de informações de imprensa, no telefone móvel, para as 'micro news', enquanto outros propõem terminais de e-book recarregáveis, orientados em direção a um formato de página de jornal ajustável (o e-newspaper ou hyper book) com todos os acessórios possíveis, inclusive aqueles necessários para a realização de micro pagamentos e às conexões radielétricas de qualquer natureza, se possível em banda larga! E entre os argumentos, a microeletrônica verde não será esquecida. A crise estimula a imaginação! A competição no mundo desenvolvido Para responder às necessidades dos editores de imprensa, os terminais eletrônicos para leitura de revistas estão em fase de ensaios junto à clientela americana. A Sony propõe três modelos de formatos diferentes e a AT&T acaba de assinar um acordo de comercialização para um modelo de tela tátil. Outros protótipos serão apresentados em breve na Europa e Estados Unidos, unindo grupos de imprensa, industriais de terminais e exploradores de rede. O e-book americano Kindle, criado pelo Amazon, foi concebido para servir de terminal portátil em 3G sobre a rede da Sprint. Ele dispõe de uma tela preta e branca e de um teclado e pode receber e arquivar as páginas das grandes revistas americanas ou livros. Seis tamanhos diferentes e uma memória equivalente a duas mil obras estão disponíveis. Mas faltam ainda parâmetros a serem ajustados (duração de uso das baterias, formatos de textos, pagamento das assinaturas etc.) e aspectos jurídicos a resolver (margem das livrarias, download, proteção contra pirataria etc.). Recentemente, a Barnes & Noble lançou o "Nook", em versões de e-book preta e branco e em cores, com tela tátil de um livro de bolso e acesso Wi-Fi, através do sistema operacional Android. A fórmula dos sonhos que associa a edição eletrônica e a internet foi levada a cabo pelo The Wall Street Journal, ligado à News Corp, e o Financial Times. A Thomson Reuters vende algum deste conteúdo online. O modelo econômico da News Corp de Robert Murdoch confere vantagens específicas, como assinatura de TV por satélite BSkyB pode ser associada a um taxa para acesso às informações online. E a integração vertical da informação pode ser conjugada com uma distribuição geográfica segmentada. E-books 'coloridos' poderão também aliviar o peso das mochilas dos estudantes... A digitalização das bibliotecas O Google se prepara para inaugurar em 2010 o Google Editions, serviço de comercialização de livros eletrônicos. E um ano, os 500 mil livros preliminarmente digitalizados e os outros milhões de obras do Google Books serão indexadas por um motor de busca. Um percentual de 20% do conteúdo destas obras serão acessíveis gratuitamente e 80 % serão pagos. Parte do benefício retornará ao Google e o soldo irá para os detentores dos direitos. Dezenas de milhares de parcerias já aceitaram que o conteúdo de cerca de dois milhões de obras digitalizadas estejam acessíveis a todos pela internet, a partir de um computador, um e-book, um telefone móvel etc. A concorrência foi aberta entre bibliotecas físicas e virtuais. Entre o livro (e o jornal) virtual e o suporte tradicional. O Google tomou a si a carga dos custos de digitalização, mas deseja, evidentemente, ganhar dinheiro com os livros. O objetivo é oferecer, contra pagamento, determinada obra em não importa que ponto do globo, através de um site parceiro ou numa livraria, com o acordo dos editores. O movimento está em marcha e a compra de um livro digital no Google poderá ser feita a partir do Reader, o terminal portátil concebido pelo Google para a leitura de livros e jornais, ou sobre qualquer terminal compatível que esteja conectado. O Google, assim, se torna concorrente do Kindle, o e-book do Amazon. Por todo o mundo, importantes programas de digitalização estão em fase de lançamento ou já foram lançados. Bastante tardiamente, a Comissão Européia adotou uma regra sobre o direito de autor na economia do conhecimento a fim de defender os direitos ligados às coleções das bibliotecas da Europa. A União Européia desejaria também encontrar uma solução para a questão das obras órfãs que são freqüentemente digitalizadas, melhorar a difusão das obras junto às pessoas com necessidades especiais e valorizar as experiências adquiridas com a Europeana, a biblioteca digital européia. Microsoft, Amazon e Yahoo aderiram à OpenBook Allicance, coalisão americana composta de editores, associações e autores que contestam a posição dominante do Google sobre o setor da cultura. Bibliografia recomendada Para concluir recomendamos o número de 9 de outubro de 2009 da REE (Revue de l'Electricité et de l'Electronique) que descreve a atualizada da "Página digital" e o conteúdo das intervenções das conferências do Read Digital. Foto da abertura do e-book Reader,da Sony |