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Nas sociedades ocidentais o custo da saúde se torna proibitivo e a criação do electronic health record (EHR) ou compartilhamento de arquivo médico, aparece como necessidade. A consultoria Ovum estima que a gestão lógica de EHR suponha o emprego associado de serviços de TI do tipo SaaS e ferramentas de reconhecimento de voz. Nos EUA, a reforma anunciada do sistema de saúde está em marcha e vai precisar de pesados investimentos. Os serviços de mensagens sob todas as suas formas (IM, MM e UC) são bastante apreciados no mundo da saúde.
Ontem, o CEO da operadora Sprint Nextel, Dan Hesse, afirmou durante a conferência anual da na Healthcare Information and Systems Management Society (HIMSS) que o setor de saúde passa por grande transformação e a tecnologia sem fio vai servir como fator-chave dessa mudança. Ele também observou as tendências futuras, como o uso crescente de transações sem fio de dados e o aumento de importância da tecnologia 4G.
A reforma do sistema de saúde dos EUA vai provocar mudanças profundas, particularmente no varejo, mudanças estas que são acompanhadas com atenção pelo resto do mundo. Segundo vários estudos conduzidos por organizações profissionais, apenas 38 % dos estabelecimentos de varejo com menos de 200 empregados podem hoje assegurar o plano de saúde de seus funcionários (contra 67% de 1995). As reformas propostas pelos EUA supõem que as pequenas empresas estejam aptas a subscrever planos de saúde ao seu pessoal e reduzir simultaneamente seus próprios custos de gestão. Um calendário foi proposto, com etapas intermediárias em função do número de empregados e de empresas de menos de 25 empregados, que serão exoneradas de novas taxas. As medidas têm por objetivo dinamizar as pequenas empresas e estimular os funcionários a produzir mais. Elas devem fornecer uma cobertura social a um maior número de empregados de baixos salários. Entre os seis milhões de estabelecimentos de comércio dos EUA a maioria deverá financiar seu fundo social, mesmo que algumas dentre elas tenham dificuldades em cobrir seu orçamento. Esta reforma era necessária, embora alguns tivessem preferido um financiamento social por fundos privados de preferência à opção de fundos públicos. Tecnologia 4G o fator de mudança na saúde Segundo dados da California HealthCare Foundation, no ano passado, 89% dos usuários de internet sem fio procuraram informações online de saúde. Da mesma forma, os profissionais usam smartphones equipados com aplicações médicas para IM, acesso seguro aos resultados laboratoriais, raios-x, sinais vitais, medicamentos para interações medicamentosas e outros registros médicos vitais. "Aplicações móveis sem fio na área da saúde crescem rapidamente e se transformam na solução mais comum no ambiente hospitalar, abrindo um leque de oportunidades para soluções de fluxo de trabalho e tornando a informação mais acessível" disse Bujnoch Zachary, analista da empresa de pesquisas Frost & Sullivan. "Diante do declínio contínuo do número de linhas fixas residenciais e menor disponibilidade universal de banda larga, as com o declínio contínuo das linhas de telefone residencial e a menor disponibilidade universal de banda larga, as tecnologias móveis moldam-se em pedra angular da transmissão de informações no futuro da medicina à distância", disse o analista. A troca de informações (dados) entre os prestadores de serviços de saúde torna-se mais intensa, aí incluídos streaming de vídeo ao vivo, serviços on-demand e visitas ao consultório virtual. As redes sem fio vão precisar de muito mais largura de banda para lidar com essas trocas de dados centralizadas, de forma imediata. Recente estudo da ABI Research prevê que serão 2,5 bilhões de dados trafegados em dispositivos móveis no mundo até 2014. Imagine o que esses dispositivos conectados poderiam significar para os cuidados de saúde móvel, monitoramento remoto e de saúde em casa. Entre os benefícios da 4G na área de saúde, Dan Hesse destacou os seguintes: Colaboração em tempo real-virtual entre os profissionais através dos vários estados de um país; Imagens de radiologia grande acessadas de qualquer lugar para acelerar diagnósticos e execução do plano de assistência médica; Cirurgia ao vivo transmitida através de uma transmissão sem fio de vídeo em tempo real, sem necessidade de fio de uma sala de operação; Ambulância que transmite vídeo ao vivo, para tratar um paciente a caminho do hospital. Estes EMTs poderiam carregar dados do paciente e transmitir em vídeo ao vivo para o médico de serviço, encurtando o tempo de chegada do paciente à cirurgia.
Ferramentas específicas O Datamonitor/Ovum também divulgou um estudo sobre a evolução tecnológica relativa à gestão em EHR. As empresas que participam deste tipo de gestão precisam de ferramentas de TI com estreitas afinidades, de modo a fornecer software adaptados ao uso, tais como SaaS (Software as a Service). Também foi destacado o uso de ferramentas de reconhecimento de voz no exercício destas atividades. O estudo "2010 Trends to Watch : Healthcare Technology", mostra que o ano de 2010 será um ano capital na adoção de formatos EHR,dos quais participam governos e iniciativa privada. Ao final de 2009, perto de 50 hospitais da América do Norte e da Europa solicitaram às autoridades competentes a definição urgente de investimentos prioritários e o EHR estava entre as realizações desejadas. Apesar de todos os obstáculos encontrados, é fortemente provável que o EHR seja adotado nestes países em 2010, de forma a tornar disponíveis ferramentas indispensáveis à sua exploração, tas como SaaS e o reconhecimento de voz. Parece que o obstáculo principal para esta adoção em longo prazo seja o custo, mas o emprego do modelo de SaaS tende, segundo alguns especialistas, a reduzir este argumento, sobretudo porque o conjunto de funcionalidades repousa sobre a internet e ao servidor associado. O pessoal ligado à saúde deve, assim, se colocar rapidamente ao nível da informática conectada criada para os serviços médicos. As comunicações unificadas na indústria de saúde
De acordo com a Frost & Sullivan, os EUA contabilizam 5,6 mil hospitais de tamanho médio ou grande e perto de 5,7 mil centros de saúde e reeducação. A necessidade de comunicações especializadas entre estes diversos organismos é evocada pela maioria.
Vários players como Alcatel-Lucent, Avaya, Cisco, Microsoft e Siemens, propuseram soluções para responder a esta demanda e melhorar a produtividade do pessoal de atendimento e aumentar a satisfação dos pacientes e de suas famílias. No entanto, segundo a Frost & Sullivan, apenas entre 30 a 35 % das instituições de cuidados médicos dos EUA adotaram a voz sobre IP (VoIP), cifra que deve se elevar para 45 % até 2013. No entanto, perto de 65% dos centros de saúde dos EUA são equipados com ferramentas de comunicação sobre rede radielétrica privada (WLAN) e se colocam nitidamente na dianteira em relação em relação a seus homólogos ligados à área governamental, aos serviços financeiros e à prestação de serviços de energia, no tocante ao uso de mensagens instantâneas, mensagem unificada e comunicação unificada.
As comunicações unificadas (UC) têm papel de destaque na prática da telemedicina e nas aplicações de comunicações na indústria. Muitos hospitais utilizam áudio conferências, vídeo-conferência ou conferência via web na prática da medicina ou pra informação em geral. Já que estas aplicações os permitem ganhar tempo e economizar em créditos. A UC é frequentemente utilizada em conjunto com outros serviços, tais como telefarmácia, que já dispõe de software próprio e de seu próprio sistema de informação e comando. Os integradores já produziram aplicações inovadoras em IP com os softwares necessário. Fontes principais: Strategies Telecom & Media e Sprint Nextel |