É forte o impacto isolado da velocidade da banda larga e, quando se duplica sua velocidade, aumenta-se o PIB de uma economia em 0,3% [1]. Este crescimento no PIB é equivalente a US$ 126 bilhões, o que corresponde a mais de 1,7 da taxa média de crescimento anual. Estas informações constam do novo relatório desenvolvido em parceria pela Ericsson, a consultoria Arthur D. Little e a Universidade de Tecnologia de Chalmers. O levantamento foi feito em 33 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entre eles México e Chile. O Brasil não foi incluído na pesquisa.
O estudo mostra também que duplicações adicionais da velocidade da banda larga geram crescimentos superiores a 0,3%. Tanto a disponibilidade como a velocidade da banda larga são fortes indicadores de uma economia. No ano passado, a Ericsson e a Arthur D. Little concluíram que para cada 10 pontos percentuais de aumento na penetração da banda larga, o PIB aumenta 1% [2]. Esse crescimento é resultado de uma combinação de efeitos diretos, indiretos e induzidos. Os efeitos diretos e indiretos fornecem um estímulo de curto em médio prazo na economia. Enquanto isso, o efeito induzido - que inclui a criação de novos serviços e negócios - é a dimensão mais sustentável e pode representar quase um terço do crescimento do PIB mencionado. "A banda larga tem o poder de estimular o crescimento econômico ao proporcionar eficiência para a sociedade, empresas e consumidores. Ela abre possibilidades para os mais avançados serviços online e de inteligência na web, assim como para o home office e a telepresença. Na saúde, por exemplo, esperamos que as aplicações móveis sejam usadas por 500 milhões de pessoas", disxse Johan Wibergh, VP mundial de Redes da Ericsson, durante a divulgação do estudo em escala mundial. Durante seu discurso no Fórum Mundial de Banda Larga 2011 em Paris, Wibergh disse: "Esperamos um grande aumento da estimativa atual de 1 bilhão de pessoas com acesso à banda larga para cerca de 5 bilhões em 2016, das quais a maioria terá banda larga móvel. Conectividade e banda larga são apenas o ponto de partida para novas maneiras de inovar, colaborar e socializar." Erik Almqvist, diretor da Arthur D. Little, acrescentou que "até agora houve uma ausência de fatos concretos sobre os efeitos da velocidade da banda larga na economia. Este estudo único pode ajudar governos e outros líderes a fazer mais trocas corretas e escolhas políticas". Erik Bohlin, professor da Universidade de Tecnologia Chalmers, afirmou que os resultados do estudo "derivam de métodos científicos rigorosos, onde a direção da causalidade, qualidade de dados e níveis de significância foram testados apropriadamente". Segundo o acadêmico, "os resultados desse estudo apoiam políticas governamentais que reconhecem e promovem a importância da banda larga." Esse é o primeiro estudo desse tipo que quantifica o impacto econômico do aumento da velocidade da banda larga, a partir de método científico abrangente e adota o conjunto de dados públicos disponíveis. Os países considerados no estudo são: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Coréia, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e EUA. [1] O impacto econômico da velocidade média da banda larga atingida, fixa e móvel, foi analisado utilizando análises de regressão de dados com informações trimestrais de 2008 - 2010 para 33 países da OECD. [2] * Média de dados da velocidade da banda larga alcançada fornecida pela Ookla, líder mundial em testes de banda larga e diagnósticos de rede. |